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Comprar um Violão
August 28

Postado em ABC do Violão, Discussões, Lutheria, Textos por Bruno Madeira
9 comentários. Participe da discussão!


Atendendo a sugestão de um dos leitores, este post tem como objetivo fazer alguns comentários sobre a construção e escolha na hora da compra de violões para o estudo do violão erudito, em um nível gradativo de experiência musical (e infelizmente financeiro). O comentário do leitor também sugeria a discussão sobre encordoamentos, mas essa fica para a próxima.

Os violões são fabricados, à grosso modo, por dois modos de produção: os que são feitos em linhas de montagem, em fábricas; e os que são feitos artesanalmente, por luthiers. Ao contrário do que se pode pensar, baseando-se na indústria automobilística ou informática, os violões artesanais na grande maioria das vezes são os que melhor desempenham sua função. O processo da fabricação requer extremo cuidado na escolha do material, na espera da secagem de cada parte, no lixamento, e nas tantas outras minúcias que podem fazer a diferença de um bom violão para um violão ruim.

Atelier de um luthier Luthier

Violões de fábrica são difíceis de se dar uma opinião. Não podemos esperar um violão de concertista - uma grande projeção, um timbre legal e um bom volume -, mas podemos achar violões que suprem as necessidades de estudo. A princípio, duas marcas brasileiras cumprem bem o papel para o estudante iniciante no instrumento - Giannini e Di Giorgio. Ambas tem violões com um custo/benefício interessante, e com pouco investimento inicial consegue-se ter algum tempo sem reclamações. Não recomendo outras marcas como Tonante e Kashima, violões comuns de se achar em qualquer lugar, inclusive lojas de máquina fotográfica. É difícil arranjar um desses instrumentos que não tenha problema de afinação ou empenamento de braço depois de algum tempo.

Nesse momento do aprendizado, o necessário é ter um violão que não apresente problemas de afinação, que não trasteje e que a ação das cordas não seja muito alta. Violões feitos em larga escala tem uma chance maior de terem esses defeitos em relação aos violões artesanais, pelo controle de qualidade às vezes não ser tão eficiente. Para isso, algumas coisas que devem ser vistas na compra:

  • Fazer um acorde com pestana próximo da casa 12, sentindo a força que será exigida da mão. Se as cordas estiverem muito altas, será difícil definir o som.
  • Tocar principalmente os graves, em todas as casas, procurando por algum eventual zumbido - ruído de trastejamento. Esse é o ruído que aparece quando a corda vibra e acaba encostando em um traste que não era para ter encostado.
  • Checar inícios de rachadura (principalmente no braço e cavalete), ou rachaduras que podem ter sido remendadas. Se o violão novo já vier com uma rachadura pequena, a tendência é que a tensão das cordas com o tempo vai forçar mais ainda essa parte resultando possivelmente na quebra do instrumento.

    Violão sendo construído Luthier

    Como são instrumentos feitos em linhas de montagem, muitas vezes o cuidado parece não ser a prioridade na fabricação, mas é possível encontrarmos instrumentos acima do esperado para aquela série. Por isso é interessante, antes de adquirir o instrumento, provar vários em várias lojas, para ver o que está melhor entre eles.

    Braço do violão Madeiras

    Ainda sobre os instrumentos de fábrica, a Yamaha, Michael e Crafter fazem bons violões. Mas aí entramos em uma outra questão - vale a pena ficar comprando um violão um pouco melhor a cada ano ou esperar para investir? Eu acredito que como primeiro violão, a Giannini e Di Giorgio dão conta. Depois, ao invés de comprar um violão Yamaha de fábrica, sugiro economizar um pouco mais, e adquirir um violão modelo estudante de algum luthier. A diferença será gigantesca, e o preço não irá variar tanto.

    Leque Luthier

    Há um tempo atrás publiquei uma lista dos principais luthiers em atividade no Brasil. Caso interessar possa, a lista está aqui - Lista de Luthiers em Atividade no Brasil.

    Luthier Luthier

    A escolha de instrumentos artesanais dependem bastante do gosto pessoal, mas grande parte dos luthiers brasileiros tem um trabalho reconhecido e que não vai decepcionar o comprador. Posso citar aqui alguns nomes de famosos luthiers do Brasil cujo trabalho é reconhecido até internacionalmente: Sérgio Abreu, Jorge Raphael, Samuel Carvalho, Cláudio Arone, Antonio Tessarin, João Batista, Lineu Bravo.

    O fator principal no momento da encomenda do violão é a decisão de que madeira será feita o tampo do instrumento. Tradicionalmente é usado uma de duas espécies de madeira - pinho ou cedro. A partir daí é o gosto do músico que vai mandar na escolha do tampo. O cedro tem um som forte e vibrante, e já “nasce” com o som que vai ter praticamente durante toda sua vida. O pinho tem um som mais penetrante e definido. Começa com um som um pouco fechado, e conforme vai amadurecendo vai abrindo-se e ficando cada vez melhor em matéria de projeção e nitidez.

    Luthier Luthier

    As madeiras da lateral e fundo, segundo o famoso luthier espanhol Antonio Torres (que fez um experimento com a lateral e fundo feitas de papelão e não teve grandes diferenças sonoras), não são tão importantes no quesito timbre. Tradicionalmente é usado o jacarandá-da-bahia, mas como a espécie está em extinção, madeiras alternativas vêm sendo usadas para substituí-la: jacarandá-indiano, muiracatiara, entre outras.

    Oficina

    Enfim, todo investimento deve ser bem calculado. Por isso sempre peça para seu professor ou amigo acompanhá-lo na compra do instrumento, experimente violões diferentes, peça opinião para todo mundo que você puder. E se nada disso der certo, pode deixar um comentário que eu também posso ajudar.

ABC do Violão - Carreira
July 19

Postado em ABC do Violão, Iniciante por Bruno Madeira
2 comentários. Participe da discussão!


Cito aqui um comentário do leitor William, que deu uma sugestão para o próximo tema da série ABC do Violão.

Olá pessoal! Então, eu acharia interessante um post sobre os primeiros passos para quem almeja algum dia seguir a carreira de músico, desde indicações de métodos para estudo de técnicas, livros sobre teoria musical, repertório, experiências vividas cotidianamente junto ao instrumento, enfim, um embasamento para que quer começar a tocar violão por si próprio, sem professor.

Pedido feito, pedido atendido. Mais um post para a série ABC do Violão: Carreira.

Em primeiro lugar, não existe sucesso sem muito trabalho. Citando Einstein: “O gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração”. Ter uma carreira na música não é fácil, e a pessoa precisa estar com uma grande vontade de seguir adiante para que as coisas dêem certo.

Professor de Violão

Em segundo, um professor é essencial e indispensável se o futuro que você almeja é o de músico profissional. Para aqueles que gostam de tocar o violão como passatempo, e adoram tocar mas sem pensar numa profissionalização, o professor até pode não estar presente, mas eu não recomendo em nenhum caso. O professor sempre vai poder e fazer a diferença no ensino. O progresso com o professor é muito mais rápido, e você não corre os riscos de um aprendizado incorreto, como a má postura, técnica errada. Por isso, acima de tudo, o Canto do Violonista é um espaço de divulgação do violão. Feito para as pessoas se interessarem pelo assunto, estudarem e poderem conversar sobre música nesse site e em muitos outros - trocando idéias, compartilhando experiências, pensando junto.

Após estes dois pontos chave, acho legal fazer uma lista com algumas idéias principais. Aviso novamente que para todas as dicas presentes aqui nesse post, um professor deve supervisionar - na correção de erros, verificação do progresso do aluno, sabendo quando devem ser passados cada um dos exercícios, e se outros serão necessários.

  • Para o estudo de técnica de violão, a série de livros mais usada (pelo menos na América Latina) é a de Abel Carlevaro. Carlevaro escreveu quatro Cuadernos, dedicados a partes do desenvolvimento técnico - mão direita, mão esquerda e escalas. São exercícios que devem ser supervisionados, e que se bem executados fornecem um embasamento técnico bastante denso.
  • Algumas séries de estudos, compostas por compositores violonistas, também podem ser bastante úteis, tanto para o desenvolvimento de uma boa leitura como para o desenvolvimento da musicalidade e técnica. Recomendo os 25 Estudos para Violão, op. 60, de Matteo Carcassi e os Estudos Simples (Estudios Sencillos) de Leo Brouwer.
  • Sobre teoria musical: é um assunto extremamente importante, com uma base teórica sólida o aprendizado flui melhor. A teoria não varia em pouca coisa, então a diferença que veremos entre métodos é praticamente nula, salvo pela ordem na qual os temas são passados. Por isso não vou citar livros, e sim alguns temas a serem estudados:
    • Semitom e tom
    • Escalas
    • Intervalos
    • Harmonização de escalas
    • Cifras
    • Notação musical - Partitura
    • Entoação de intervalos
    • Solfejo rezado e entoado
    • Análise harmônica

    História da Musica Ocidental

  • Sobre história da música, sugiro o livro História da Música Ocidental, de Donald Grout e Claude Palisca.
  • Sobre a história do violão, História do Violão, por Norton Dudeque.
  • É difícil falar sobre o repertório, pois há muita música a ser vista. Vou citar compositores chave do chamado violão erudito, ou violão clássico:
    • Johann Sebastian Bach
    • Heitor Villa-Lobos
    • Fernando Sor
    • Agustin Barrios
    • Francisco da Milano
    • Abel Carlevaro
    • Fernando Carulli
    • Matteo Carcassi
    • Napoleon Coste
    • Leo Brouwer
    • Dionisio Aguado
    • Manuel Ponce
    • Mario Castelnuovo-Tedesco
    • Joaquin Rodrigo

    Dionisio AguadoAgustin BarriosAbel Carlevaro

  • Sobre intérpretes: alguns nomes importantíssimos que você vai ver e ouvir muito por aí:
    • John Williams
    • Juliam Bream
    • David Russel
    • Fábio Zanon
    • Sérgio e Odair Assad
    • Pepe Romero
    • Ana Vidovic
    • Andres Segóvia
    • Turíbio Santos

Fábio ZanonSérgio e Odair AssadPepe Romero

Depois de tudo isso, se comunique. Vá atrás do músico que você assitiu para parabenizar ou perguntar alguma coisa, participe de fóruns e discussões, leia revistas, blogs e livros que falam sobre música, ouça muita música. Ser um artista não é somente ter a técnica no instrumento, é participar da música como um todo.

Acho que consegui dar uma pincelada por alguns temas bases para um aprendizado. Faltou algum? Gostou? Não gostou? Comente!

ABC do Violão - Afinação e Afinadores (dicas)
July 12

Postado em ABC do Violão, Iniciante por Bruno Madeira
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Observei algumas coisas enquanto via uma pessoa sem prévio conhecimento de violão afinar o instrumento do jeito que ensinei neste post. Algumas dicas que podem ser úteis pra todos:

  • Experimente a tarracha. Gire a tarracha de um lado para o outro, até o som realmente mudar. Não se preocupe com o perigo de arrebentá-la - se você está afinando seriamente, pensando se ela está mais grave ou mais aguda que a de referência, e ela não estiver velha, não acontecerá. Teste isso para sentir o quanto que você deve mexer, para se familiarizar e perceber quanto que um giro inteiro afina (mais ou menos), quanto que um pouquinho pra lá ou pra cá muda na afinação.
  • Toque bastante. Não fique preso tocando só uma vez cada nota que você quer afinar. Toque a referência até ficar bem no ouvido, depois toque várias vezes a nota que precisa ser afinada, depois volte. Faça sem pressa, e tente ouvir bem o som.

ABC do Violão - Cuidados Gerais
July 7

Postado em ABC do Violão, Iniciante por Bruno Madeira
1 comentário. Comente também!


Mais um post da série ABC do Violão. Cuidados Gerais.

Todo instrumento musical (salvo raras exceções) é frágil. E todos, sem exceções, precisam de alguns cuidados básicos para que se possa aproveitar bem sua vida útil. Vale incomparavelmente mais ter um instrumento velho e bem cuidado do que um novo maltratado. Então preste atenção em algumas dicas para uma boa conservação do seu instrumento.

  • O ideal para um bom armazenamento e transporte seguro do violão é o case. Cases são duros por fora, e são feitos quase que sob medida para o instrumento. Mas o case tem seus poréns, ele é pesado e difícil de carregar. Após o case em termos de segurança, temos o semi-case, que junta algumas das características do case com outras do bag. E por último (e mais comum) é o bag, que não protege quase nada de impactos, apenas de arranhões superficiais.
Case Semi-case Bag (capa, soft-case)
  • O violão pode ser guardado em pé, deitado ou pendurado. Ele é construído para agüentar qualquer um destes tipos de armazenamento. Atenção: somente estes três tipos de armazenamento são indicados, é perigoso tentar outras posições (cabeça pra baixo), com o risco de empenamento de braço. Particularmente, eu prefiro deitado, para não correr nem um pouco o risco da queda.
  • Quanto ao lado que fica encostado na parede ou no chão, é indiferente (desde que siga corretamente todos os outros itens dessa lista).
  • Nunca coloque objetos pesados, cortantes ou perfurantes em cima do violão, seja ele protegido por case ou por nada.
  • Para viagens de avião ou ônibus, leve o instrumento como bagagem de mão. É sempre arriscado colocar em porta-malas.
  • Nunca deixe o instrumento exposto ao sol, nem em ambientes muito secos, pois há perigo de rachaduras. Para umidificar o violão em caso de clima muito seco: umedeça um pedaço de algodão ou esponja, retire o excesso de água e deixe dentro do instrumento.
  • Antes de guardar o instrumento, sempre passe uma flanela seca nas cordas e na região do corpo do violão que há o contato com o corpo. Isso evita a oxidação precoce das cordas, o acúmulo de gordura no braço e marcas de dedos ou braço no corpo.
  • Na troca de cordas: troque uma por uma. A tensão que todas fazem junto é muito grande, e se for liberada de uma vez só, o braço pode empenar. Tirar todas cordas ocasionalmente para fazer uma limpeza é possível.
  • Para fazer a limpeza da escala, passe palha de aço no sentido horizontal do braço, nunca no vertical. Se precisar polir apenas os trastes, cole fita adesiva nas casas e deixe apenas os trastes para fora. E então passar a palha de aço verticalmente.

E VOCÊ, tem mais alguma dica pra acrescentar?

ABC do Violão - Afinação e Afinadores
July 5

Postado em ABC do Violão, Iniciante por Bruno Madeira
2 comentários. Participe da discussão!


Então como prometido, o primeiro post da série ABC do Violão, Afinação e Afinadores.

O violão é um instrumento de afinação variável. Ele não é como uma flauta ou instrumentos de sopro em geral, que tem seus orifícios que não mudam de lugar. A afinação desses instrumentos, na maioria das vezes, é feita apertando ou desapertando um encaixe das peças, o que faz com que todas as notas sejam afinadas por esse único encaixe afinado. O violão, sendo um instrumento de cordas, precisa ser afinado corda por corda.

Sugiro que você se concentre bastante nas palavras, e leia e releia até entender. Se você só passar os olhos por cima, não vai entender nada e sua cabeça ficará ainda mais enrolada!

Antes de partir pro “como que se afina”, o que é afinar? No sistema de afinação que usamos hoje, temos como referência algumas freqüências de sons. Temos estabelecido que a freqüência da nota lá é 440 Hertz (vibrações por segundo). Afinar é tensionar ou relaxar as variáveis (cordas, encaixes) de um instrumento, a fim de que toda nota tocada no instrumento possua a quantidade de vibrações por segundo pré-determinada. O conceito pode parecer confuso, mas não é. O que o afinador faz? Faz com que os lás presentes no braço do violão tenham os mesmos 440 Hz quando são tocados.

Existem alguns aparelhos eletrônicos hoje em dia que indicam a freqüência de um determinado som e avisam se o som está grave ou agudo em relação ao pré-determinado. São os afinadores eletrônicos, que podem facilitar um pouco a vida do músico. Mas nem sempre estamos com eles.

Afinador Eletrônico

Essa freqüência de 440 Hz pode ser encontrada em diapasões, ou em alguns metrônomos. Mas também no telefone que temos em casa. A nota que o telefone emite quando dá sinal de linha é esse lá. Então agora vamos à prática.

Diapasão de Sopro Diapasão de Garfo

As cordas do violão são mi, si, sol, ré, lá, mi (indo da mais aguda para a mais grave) (ver obs. 1). Então precisamos fazer que a quinta corda, o lá, soe como o telefone. Tensionamos a corda quando queremos um som mais agudo, e a soltamos quando queremos um som grave. Tendo uma corda afinada, essa será a referência. Mas como assim?

No sistema atual, entre cada semitom (menor distância entre duas notas) há uma variação de freqüência igual. Isso quer dizer que se de um mi para um fá temos X unidades de freqüência, de um fá para a nota seguinte - fá sustenido - temos que ter o mesmo X (ver obs. 2). Tendo o lá afinado, precisamos de 5 dessas unidades de freqüência (a partir de agora chamadas semitons) para chegar na próxima corda, o ré. Cada semitom corresponde a uma casa do violão. Então pressionamos a quinta casa da corda lá, e vamos comparar o som dessa quinta corda presa, com o som da quarta corda solta. Girando a tarraxa para um sentido ou para o outro (ver obs. 3), tensionamos ou afrouxamos a corda e conseqüentemente aumentamos ou diminuímos a freqüência. Tente deixar as duas notas com o mesmo som. Tudo certo até agora?

Tarracha

Tendo a quarta corda afinada - apertada para reproduzir o mesmo som de referência anterior - repetiremos o processo, em novas cordas. Precisamos de mais 5 semitons para chegar na próxima corda, o sol. Então pressionamos a quinta casa da corda ré, e comparemos esse som com o da próxima corda (a terceira), até que apertando ou afrouxando essa corda, teremos um som igual para as duas cordas.

Agora preste atenção para afinar a segunda corda. Do sol para o si temos quatro semitons, então apertaremos a quarta casa da terceira corda para afinar a segunda corda. Faremos o mesmo processo de tensionar ou afrouxar até que o som seja o mesmo. Para a primeira corda, voltamos aos cinco semitons (de si para mi), apertando a casa 5 da corda 2 para afinar a corda 1.

Para terminarmos de afinar o instrumento, só faltou a sexta corda. Faremos o processo inverso, isto é: a quinta corda solta (lá) terá de ter o mesmo som da sexta corda apertada (lá = mi + 5 semitons) na quinta casa.

Resumindo (não venha só no resumo, leia o texto antes!):

  • afinar a quinta corda com o lá do diapasão/telefone;
  • tensionar ou afrouxar a quarta corda até que fique com o mesmo som da quinta corda apertada na quinta casa;
  • tensionar ou afrouxar a terceira corda até que fique com o mesmo som da quarta corda apertada na quinta casa;
  • tensionar ou afrouxar a segunda corda até que fique com o mesmo som da terceira corda apertada na quarta casa;
  • tensionar ou afrouxar a primeira corda até que fique com o mesmo som da segunda corda apertada na quinta casa;
  • tensionar ou afrouxar a sexta corda até que a quinta casa dessa corda fique com o mesmo som da quinta corda solta.

Obs. 1:

Braço do Violão

Obs. 1.a:

  • C - Dó
  • D - Ré
  • E - Mi
  • F - Fá
  • G - Sol
  • A - Lá
  • B - Si

Obs. 2: temos doze notas musicais, e a distância entre cada uma delas é a mesma. São elas: dó - dó sustenido - ré - ré sustenido - mi - fá - fá sustenido - sol - sol sustenido - lá - lá sustenido - si. A partir do si, a série volta do começo.

Obs. 3: o giro da tarracha em sentido horário afrouxa a corda, em sentido anti-horário tensiona. Se o seu violão não estiver tensionando a corda quando você tensiona no sentido anti-horário, é porque as cordas foram colocadas incorretamente.

ABC do Violão
July 5

Postado em ABC do Violão, Iniciante por Bruno Madeira
2 comentários. Participe da discussão!


É grande o número de violonistas que começam a aprender o instrumento com algum amigo ou parente que sabe um pouco mais, ou através de revistinhas que mostram as posições dos dedos em relação à corda. O fato de haver esse interesse já é muito importante, visto que não adianta ir à aula sem vontade de fazer música, sem vontade de aprender.

O que acontece é que essas pessoas acabam ficando com algumas dúvidas, que poderiam ser passadas pelo professor de uma forma mais fácil. Alguns tópicos básicos, mas que se não forem ensinados, como serão aprendidos?

Por isso eu pensei em inaugurar uma série aqui no Canto do Violonista chamada ABC do Violão. Nela eu abordarei temas relativos ao começo do aprendizado do instrumento, coisas que não podem faltar para um convívio sadio com o violão. Já pensei em alguns temas que julgo serem algumas das primeiras dúvidas:

  • Afinação e Afinadores
  • Cuidados Gerais
  • Limpeza e Conservação

Mas para essa série dar certo, quero a SUA PARTICIPAÇÃO. Deixe um comentário, me mande um e-mail, qualquer forma de comunicação tá valendo. Escreva sobre o que você tem dúvida, sobre que tema você gostaria de uma explicação mais detalhada. Quanto mais gente participar, melhor pra todos, pois a dúvida de um é a dúvida de muitos.

Daqui a pouco eu já coloco o primeiro post no ar, Afinação e Afinadores.

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