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10 Grandes Álbuns
January 31

Postado em Fonoteca por Bruno Madeira
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Aqui vai a lista de 10 Grandes Álbuns que eu julgo dignos de receberem muitos aplausos e parabéns. CD’s com as melhores interpretações, melhores composições, melhores arranjos. Não são só de violão solo, são os que eu mais ouço no geral. Não vou colocar em ordem, porque todos são excelentes.

10 CD's

  • The Great Paraguayan - Guitar Music of Barrios. Gravado por John Williams, veja a resenha aqui.
  • Catavento e Girassol. Composições geniais de Guinga, com toda a personalidade da voz de Leila Pinheiro.
  • Paganini - 24 Caprices. Gravado pelo Elliot Fisk, de um virtuosismo impressionante. Às vezes um pouco sujo, mas espetacular.
  • Água de Beber. CD do Quarteto Maogani, excelentes arranjos para músicas de Tom Jobim e suas fontes.
  • Sérgio and Odair Assad Play Piazzolla. Muito bom, o tango contagiante do Piazzolla combinado com a empatia e personalidade do duo brasileiro.
  • Choro Elétrico. Ótimos arranjos de choros feitos pelo grupo 4×0 para uma formação elétrica - guitarra, baixo, bateria e piano. Um disco inovador na minha concepção de que choro era tocado só por regionais e similares…
  • Mozart: Réquiem. Obra-prima de Mozart gravada por Kathleen Battle, Ann Murray, David Rendall e Matti Salminen formando o quarteto solista, Orquestra e Coro de Paris, sob a regência de Daniel Barenboim.
  • Raphael Rabello & Dino 7 Cordas. Ótimo, Raphael mostrando sua técnica, agilidade e limpeza de som como solista enquanto o pai do violão de 7 cordas costura os acordes com suas baixarias.
  • Valsas Brasileiras. Marco Pereira demonstrando sua grande habilidade tanto na beleza dos arranjos quanto na técnica violonística, que não ofusca sua expressividade em momento algum.
  • Vibrações. Jacob do Bandolim apresenta choros que se tornaram grandes clássicos a partir deste CD.

Essa não será a única lista de 10 CD’s que eu postarei aqui no blog, essa lista contém apenas um décimo dos álbuns que eu pretendo postar. De pouco em pouco, chego lá.

The Great Paraguayan - Guitar Music of Barrios
January 27

Postado em Fonoteca por Bruno Madeira
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The Great Paraguayan - Guitar Music of Barrios

John Williams foi quem “descobriu” Agustin Barrios Mangoré. “Descobriu” porque foi quem ouviu as composições desse grande músico paraguaio e percebeu a riqueza sonora ali presente. Gravou em 1977 um disco inteiramente dedicado a Barrios, feito que rendeu a Barrios um grande reconhecimento no exterior. A música não-européia era bastante discriminada, e Barrios surpreende com composições belíssimas - ora de caráter virtuosístico, ora cheias de temas sentimentais e melancólicos, ora poéticas, ora intricadas. Todas de uma criatividade sem precedentes.

Williams nesse disco resgata em 1994 algumas das composições de Barrios, e reafirma a qualidade musical desse grande gênio. Embora em algumas passagens mais dramáticas eu o considere um tanto artificial, sua técnica impecável e clareza torna esse disco um dos mais belos que já ouvi.

Destaques:

  • Las Abejas e La Catedral, pela execução impecável.
  • Valsa no. 3, Choro da Saudade e Una Limosna por el Amor de Dios pela beleza melancólica da composição e trêmolo perfeitamente nítido da terceira composição.
  • Maxixa e Cueca, pela grande inspiração popular que move a música.

Não consegui resumir os destaques, este disco é simplesmente demais. É daqueles pra se ficar ouvindo, e ouvindo, e ouvindo de novo… Top 10 da minha lista que publicarei mais tarde.

A Unha
January 26

Postado em Formação do Som por Bruno Madeira
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Um violinista, violoncelista, violista ou contrabaixista tem seu arco, instrumento usado para friccionar as cordas. Um percussionista, sua baqueta. O violonista possui um instrumento natural interessantíssimo, e se souber utilizá-lo abre um leque das mais variadas possibilidades timbrísticas: a unha.

A unha é usada pela grande maioria dos violonistas modernos, seja por alcançar uma maior precisão ou variação de timbres. O toque da mão direita sem unha, como Francisco Tárrega sugeria, ainda existe, mas é usado apenas por uma minoria.
O cuidado que um violonista tem em relação às unhas da mão direita pode parecer exagero, mas esse cuidado é um dos itens que vai diferenciar um violonista experiente de um violonista amador. A unha é parte fundamental na formação do som do violão.
É na combinação da polpa do dedo com a unha que sairá o resultado sonoro - quanto mais unha, mais pontiagudo e preciso sairá o som; quanto mais carne do dedo, mais arredondado, suave e sutil será o som.

A unha nunca deve estar muito curta, nem muito longa. Os porquês:

  • Unhas muito curtas: necessidade de virar o pulso para atacar as cordas; impossibilidade de produzir um som definido; pouca precisão.
  • Unhas muito compridas: som excessivamente metálico e pontiagudo; distância maior entre o dedo e a corda, ocasionando uma perda de precisão e controle de movimento.

Para saber o tamanho ideal, precisamos ter a relação do dedo com a unha. Com a mão na frente e a palma virada para o rosto, o violonista precisa conseguir enxergar a unha passando um pouco do tamanho de seus dedos.

Esse é o tamanho padrão, usado pela maioria dos violonistas, embora alguns prefiram usar maiores e outros menores. Embora as unhas sejam instrumentos importantíssimos, vou finalizar colocando uma citação do Eduardo Bernini, autor de Um Estudo sobre Unhas - “A arte musical não está nas suas unhas, e sim no seu coração - adapte a técnica para o tipo de unhas que você tem.” (obs.: sempre com a ajuda de um professor)
No próximo post, falarei sobre o formato e lixamento das unhas.

Leia mais em: Violão Brasil e Biblioteca Brasileira do Violão

Erudito? Popular? MÚSICA!
January 25

Postado em Discussões, Textos por Bruno Madeira
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Música popular ou música erudita. Em algum momento da vida de um músico, você vai se deparar com dois universos diferentes, ambos de uma infinidade de elementos musicais, de criatividade e possibilidades sonoras. Mas qual é a diferença? No que eles são diferentes?

Vamos antes discutir a origem da música popular e da música erudita. A música popular tem suas raízes na música folclórica de um determinado povo. Era a música que animava as rodas em família de uma época, música que os bardos tocavam pelas ruas no trovadorismo. Não havia escrita musical para a música folclórica, então ela era passada de vô para pai, de pai para filho, de filho para neto. Na música folclórica, o professor tinha um papel secundário, já que tudo era tirado de uma hora para a outra, nos entreolhares dos músicos em uma roda.

A música erudita já nasce com um objetivo diferente. A concepção e a composição de uma peça erudita é voltada para ser uma obra de arte, para tocar o ouvinte no seu íntimo, e provocar sentimentos diferentes. A palavra erudito significa “muito instruído; aquele que tem vasta soma de conhecimentos”. E é isso que acontece na música erudita, o jovem músico é desde cedo instruído, para acumular o máximo de conhecimento. O professor tinha e tem um papel fundamental, já que o conhecimento era passado formalmente através de aulas.

Em tempos modernos, a situação mudou bastante. A música popular foi se aperfeiçoando, os músicos populares agora estudam composição, arranjo, condução de vozes, e algumas peças populares podem ser tão complexas quanto uma obra de música erudita. Os compositores eruditos buscam cada vez mais canções populares ou elementos da música popular para a elaboração melódico e harmônica de suas obras.

Então o que acontece hoje nesse cenário? Acredito que a linha que dividia a música popular da erudita não existe mais. Ou é tão tênue que ninguém mais pode dizer com certeza se essa composição moderna que está tocando é erudita ou popular. Villa-Lobos é erudito? Sim, tem muita influência bachiana nas obras dele. Villa-Lobos é popular? Sim, fez uma série de Choros, e alguns Prelúdios para violão estão completamente cheios de elementos de música popular.

Depois de tudo isso, pra que diferenciar? A música deve ser avaliada pela questão de beleza, pelo arranjo, instrumentação, harmonia, todos elementos que são muito bem elaborados tanto na música “popular” quanto na música “erudita”. Ouça Tom Jobim, Bach, Villa-Lobos, Chico Buarque, Stravinsky, Garoto, Guinga, Mozart, Beethoven, Maurício Carrilho, João Gilberto, Baden Powell, Roberto Menescal, Chopin, Pixinguinha, Ravel, Debussy, Jacob do Bandolim, Waldyr Azevedo, e tantos outros. Não fazem música popular ou erudita. Fazem MÚSICA.

Estudo, 22-23/01/07
January 23

Postado em Estudo por Bruno Madeira
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Mais um post da série Estudo, dias 22 e 23 de janeiro.

22/01. Comecei tocando o Choro da Saudade do Barrios, mas não estava concentrado o suficiente para tocá-la decentemente. Parei antes de terminar a primeira parte e comecei a fazer uns arpejos do Carlevaro, com polegares fazendo padrões rítmicos de colcheia e 2 semicolcheias, ou a síncopa de semicolcheia-colcheia-semicolcheia. Toquei o Estudo no. 6 do Brouwer e o no. 1 do Villa-Lobos pra não perder o costume, e segui tocando o Prelúdio, a Giga e a Double da Suíte para Alaúde no. 2 do Bach. Não gostei do que eu ouvi, acho que estou meio distante da música hoje, minha interpretação não deve convencer nem a minha mãe. Parei por um tempo. Continuei compondo alguma coisa para violão, compus uma parte da primeira seção. Talvez nem seja pra violão solo, acho que um arranjo com quarteto de cordas pode ficar legal.

23/01. Comecei com alguns exercícios de cromatismo do tipo 1234, 1423 e 1324, com o metrônomo. Segui tocando alguns arpejos do Cuaderno no. 2 do Carlevaro, e o Estudo no. 6 do Brouwer, seguido pelo no. 1 do Villa-Lobos. Depois decidi passar os 5 Prelúdios do Villa-Lobos, que fazia tempo que eu não tocava. O Prelúdio no. 1 tá com alguns problemas na parte que descem acordes de mi menor, mas acho que consegui resolvê-los. No Prelúdio no. 2, alguns ligados estão com notas apagadas e os arpejos não estão totalmente definidos. Além de ter um acorde que eu simplesmente não consigo acertar, um mi maior que acaba no mi agudo da primeira corda pressionada na décima segunda casa. Na parte B, o arpejo não tá bem definido ainda… O Prelúdio no. 3 tá legal, gostei bastante da minha interpretação. O Prelúdio no. 4 também, sem mais problemas. No 5 tá um pouco complicada a interpretação da parte B, e a definição das notas dos arpejos da parte C. Nos próximos dias, vou trabalhar cada prelúdio individualmente, e postar minhas conclusões. Terminei de compor a peça que eu tinha comentado no dia anterior, ela vai ser um movimento de alguma coisa maior que farei.

Manuel Ponce
January 22

Postado em Compositores por Bruno Madeira
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Continuando a série Compositores, Manuel Ponce.

Manuel Ponce

Manuel María Ponce Cuéllar nasceu no dia 8 de dezembro de 1882 na cidade de Fresnillo, Zacatecas, México. Foi um importante compositor mexicano ativo no século XX. Seus trabalhos como compositor, professor de música e pesquisador de música mexicana conectaram o ambiente de concerto com a tradição quase esquecida das canções populares e folclore mexicano. Citações constantes de traços formais e harmônicos da música folclórica mexicana caracterizaram alguns de seus períodos composicionais.
Ponce nasceu em Fresnillo, Zacatecas, mas depois de poucas semanas, sua família se mudou para a cidade de Aguascalientes, e ele ali morou até completar 15 anos de idade.
Foi famoso por ser um fenômeno musical. Segundo seus biógrafos, ele mal tinha quatro anos de idade quando, depois de ouvir as aulas de piano se sua irmã Josefina, sentou-se na frente do instrumento e interpretou uma das peças que havia ouvido. Imediatamente, seus pais fizeram-no receber aulas de piano e notação musical.
Em 1901 Ponce entrou no Conservatório Nacional de Música, já com um certo prestígio como compositor e pianista. Permaneceu lá até 1903, ano no qual ele voltou para a cidade de Aguascalientes. Esse foi apenas o começo de sua peregrinação musical. Em 1904 ele viajou para a Itália para o curso de graduação em música na Escola de Bologna. Estudou na Alemanha entre 1906 e 1908.
Depois de alguns anos fora do país, Ponce retornou para o México e se tornou professor de piano e história da música no Conservatório Nacional de Música, de 1909 a 1915 e de 1917 a 1922. Interrompeu seu trabalho no ano de 1916 pois viajou para La Habana, Cuba.
Em 1912, Ponce fez um concerto memorável de música popular mexicana no Arbeau Theater. Embora tenha escandalizado os árduos defensores da música européia, esse concerto veio a constituir uma marca fundamental na história da música nacional.
Com uma atividade de promoção valiosa da música do seu país, e com melodias como Estrellita, A la orilla de un palmar, Alevántate, La Pajarera, Marchita el Alma e Una Multitud Más, Ponce ganhou o título de Criador da Música Moderna Mexicana. Foi também o primeiro compositor mexicano de música popular que projetou sua música internacionalmente. “Estrellita”, por exemplo, tem sido parte do repertório das principais orquestras do mundo e de incontáveis cantores, embora o intérprete freqüentemente ignore a origem da canção tanto quanto o nome de seu autor.
Foi casado com a sra. Clema Ponce, perto de quem ele morreu na Cidade do México, algum tempo depois de ter recebido o Prêmio Nacional de Artes e Ciência.
Seu corpo foi enterrado na Roundhouse of the Illustrious Men, no Panteão de Dolores, Cidade do México. Em sua honra existe uma tábua de reconhecimento pelo estado de Aguascalientes, onde ele teve contato com o estudo da música pela primeira vez.

OBRAS PARA VIOLÃO

As obras para violão de Ponce são peças básicas no repertório do instrumento. Suas composições mais conhecidas são a Variação e Fuga sobre “La Folia” (1929) e a Sonatina Meridional (1939). Também escreveu um concerto para violão, Concierto del Sur, dedicado ao seu amigo de longa data e virtuose do violão Andres Segóvia. Seu último trabalho para violão, Variações sobre um tema de Cabezón foi escrito apenas há poucos meses antes de sua morte. As origens dessa peça são misteriorsas até os dias de hoje, não sendo claro se o tema foi escrito por Antonio de Cabezón ou o professor de Ponce, Enrico Bossi. Apesar de tudo, a peça continua na lista das mais interessantes obras para o violão.

  • Sonata Mexicana (1925)
  • Thème varié et Finale (1926)
  • Sonata III (1927)
  • Sonata Clásica (1928)
  • Sonata Romántica (1929)
  • Variações e Fuga sobre “La Folia” (1929)
  • Homenaje a Tárrega (1932)
  • Sonatina Meridional (1939)
  • Variações sobre um tema de Cabezón (1948)
  • Sonata, para violão e cravo
  • Concierto del Sur, para violão e orquestra

Ponce também escreveu obras para piano solo, canções populares, música de câmara, música orquestral e concertos.

Leitura aprofundada: Universidade de Wisconsin e Learn Classical Guitar.

Estudo, 19-21/01/07
January 21

Postado em Estudo por Bruno Madeira
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Mais um post sobre o meu estudo, dias 19, 20 e 21 de janeiro.

19/01. Comecei passando rapidinho os Estudos no. 6 e no. 1 do Brouwer e Villa pra aquecer, porque tava ansioso pra começar a Sarabande da Suíte no. 2 para Alaúde do Bach. Li essa peça pela primeira vez hoje, e acho que não vai ser das mais difíceis para conseguir tocá-la tecnicamente. Tá enroscando em alguns pedaços, mas ela não é uma obra muito difícil. Já emendei na Giga e Double da mesma suíte, repetindo alguns pedaços que estavam errados. A seqüência de duas fusas e uma semicolcheia, que talvez pudesse ser escrita por ornamento, está saindo imprecisa, fora do ritmo. Estou tocando uma tercina de semicolcheias ao invés do padrão rítmico acima citado. Fazendo elas individualmente tá tranqüilo, mas o problema é saltar e já cair nisso. Vou começar a pegar isso bem lento, com o metrônomo pra ver se resolve. Estou resolvendo aos poucos do compasso 21 ao 27, que é a parte que tá dando alguns problemas pelos arpejos gerais. A outra parte que tá com alguns problemas é a do compasso 33 ao 35, que tem uma polifonia muito bem elaborada. Essa eu nem comecei a ver como vou resolver…

20/01. Acabei fazendo uma viagem pra Florianópolis e não levei o violão. Mas não pensem que fiquei sem estudar: arpejos do Carlevaro, com várias variações rítmicas do polegar usando qualquer lugar como corda manteram (ou tentaram manter) os dedos aquecidos. Ouvi bastante Segóvia, na The Segovia Collection vol. 2, CD que estarei comentando em algum próximo post da série Fonoteca.

21/01. Acabei de voltar de Florianópolis, e não deu pra realmente estudar hoje. Só passei o Capricho Árabe, a Suíte no. 2 para Alaúde (com exceção da Fuga) e o Choro da Saudade do Barrios, sem pensar muito no que estava fazendo errado. Estudo melhor amanhã.

The Segovia Collection I - Bach
January 20

Postado em Fonoteca por Bruno Madeira
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A proposta dessa nova série, Fonoteca, é a discussão sobre os vários CD’s de violão erudito. Pretendo adquirir o maior número possível desses CD’s e postar aqui no blog minhas impressões, o que me agradou e o que não agradou. Faz parte da proposta que os leitores também comentem, para haver uma troca de conhecimento. Então me ajude e faça sua parte!

Acabo de adquirir The Segovia Collection, uma coleção de 9 CD’s com músicas gravadas pelo grande violonista Andres Segóvia. Consegui pelo blog do Helder Bello, que faz um trabalho muito legal de disponibilizar sua fonoteca e publicar para que todos possam ter acesso. Vou começar falando do disco 1, que contém diversas obras de Johann Sebastian Bach.

Bach é um autor difícil de se comentar. Nenhum dos intérpretes pôde conversar com o compositor para discutir se o que ele está realizando está de acordo com as idéias da peça, então só sobra o registro escrito. Embora a partitura seja um meio muito prático e fácil de se escrever e ler música, há tópicos subjetivos demais para que a escrita represente uma idéia sonora em sua totalidade. Algumas das obras desse CD eu estou estudando, e faria diferente em vários pontos, sobretudo na questão de ter uma respiração maior e mais enfática em determinados fraseados. Em outras, Segovia faz jus ao título que lhe é dado, o Papa do violão. Um timbre de polegar incrível, uma descomunal limpeza e constância no fraseado. Contrastes muito bem colocados, com uma intenção musical segura. Ornamentos claríssimos, equilíbrio perfeito entre agudos, médios e graves.

Destaques:

  • Faixa número 10, a Sarabande da Suíte no. 3 para Violoncelo, pela incrível expressividade.
  • Faixa número 16, a Chaconne da Partita para Violino no. 2. Impressionante. Sem palavras.

O Instrumento Certo
January 19

Postado em Iniciante por Bruno Madeira
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As pessoas quando gostam demais de um assunto procuram saber o máximo possível dele. Em música, essa aproximação é ainda maior, visto que além de ouvir as obras que gostamos, podemos estudar o instrumento executante para nós mesmos tocarmos a peça que nos anima, que estimula, que nos faz sentir bem.

Pois bem, depois de todo um gosto pela música, chega na hora de escolher o instrumento. Qual é o timbre que mais te agrada? Qual é aquele que você gosta de ouvir? Qual é aquele que você adora ver quando um profissional toca uma peça belíssima, bem executada? O instrumento que você escolher será aquele que te fará feliz tocando. É aquele que você se vê tocando aquela música que gosta tanto, é aquele que vai servir pra você esquecer por um momento das preocupações. Pense em você tocando vários instrumentos… Qual é o que melhor se encaixa com você, vendo todas essas perguntas?

Escolhi o violão com 13 anos de idade, vendo meu pai tocar, e meu primo também. Meu pai animava as rodas das famílias, enquanto meu primo estava se preparando para fazer o vestibular pra Música, tocando uns arranjos do Marco Pereira, Guinga. E a partir daí, só achei mais qualidades nos violonistas que ouvia…

Acontece às vezes da pessoa gostar muito de ouvir, mas no fim não era bem o que ela queria tocar. Mas não tenha medo em começar em um instrumento e depois descobrir que o melhor era outro, ou vice-versa. Nunca é tarde para mudar. E só dá para descobrir afinidade tocando.

Todo estudo de música é intercambiável. Em teoria musical é muito fácil perceber isso. Comecei tocando piano, e tinha alguma base teórica. Pra passar pro violão, não tive muitas dificuldades, só tive que adaptar aquela teoria que eu sabia de antes para o novo instrumento. Muda a técnica, das teclas para as cordas, mas muita coisa você consegue passar. Além disso, sempre tem o conhecimento da música como um todo, que você vai conseguindo ao passar dos anos, de interpretação… E isso nao importa o instrumento que você tocar, esse conhecimento estará sempre com você…

Para qualquer instrumento musical que quiseres aprender, terás que se esforçar bastante. Mas não desanimes quando encontrar algum obstáculo, pois com o tempo você encontrará maneiras de ultrapassá-lo. Encare as dificuldades como desafios a serem solucionados, e bola pra frente! Dá-lhe estudo!

Agradecimentos a FernandoSor e Stefano do Fórum Delcamp.net pelas contribuições.

Estudo, 17/01/07
January 18

Postado em Estudo por Bruno Madeira
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Mais um dia de Estudo.

17/01. Comecei fazendo exercícios cromáticos em uma corda só. Começando com saltos pequenos, até grandes saltos. Tudo isso pensando em fazer o mínimo de ruído indesejável possível (da fricção do dedo com a corda) e tentando fazer com que as notas saiam homogêneas, sem que sejam cortadas no meio por causa do salto. Fiz um pouco de saltos com os olhos fechados também, para tentar relacionar um sentido sem ser a visão. Continuei com o Estudo no. 6 do Brouwer e o no. 1 do Villa. Toquei a Giga e a Double da Suíte no. 2 para Alaúde de Bach. Parei por uns 15 minutos e voltei pegando o Choros no. 1 do Villa. Lendo tá dando pra fazer em um andamento bem lento, estou esbarrando em alguns compassos ainda, mas tudo bem pelo tempo que passei estudando essa peça. Terminei com Capricho Árabe, do Tárrega, que está um pouco melhor nos quesitos limpeza de ornamentos e ligados.

Não vou colocar o resumo porque já tá em um parágrafo só… =)

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