Suíte no. 2 para Alaúde [BWV 997]
December 27
Suíte no. 2 para Alaúde [BWV 997], de Johann Sebastian Bach
por Bruno MadeiraAs obras de Johann Sebastian Bach têm uma importância imensurável para a sociedade - seja ela composta de profissionais e estudantes de música, ouvintes aficcionados ou mesmo leigos. Bach reuniu os melhores aspectos da música barroca européia e condensou-os na sua estonteante produção musical, composta por centenas de obras-primas. Os Concertos de Brandeburgo, as Cantatas, as Variações Goldberg, O Cravo Bem-Temperado, A Arte da Fuga e a Paixão segundo São Mateus, entre tantos outros trabalhos desse compositor, são obras estudadas e tocadas como um pré-requisito por mais de 200 anos, para qualquer pessoa que deseja possuir algum conhecimento musical erudito.
Embora não tão evidenciadas, as quatro Suítes para Alaúde compostas por J. S. Bach têm o mesmo grau de relevância no repertório do instrumento para a qual foram compostas, mesmo grau de dificuldades técnicas e interpretativas, e mesmo grau da geniosidade que poucos ao longo de toda a história da música conseguiram demonstrar. Com o passar dos anos, o alaúde foi ficando obsoleto e transcrições para instrumentos modernos foram necessárias para que as obras não se extinguissem. O instrumento que possuía a afinação, a técnica e o timbre mais parecidos com o do alaúde, foi o violão moderno.
A proposta para o desenvolvimento do trabalho de iniciação científica é a análise, o conhecimento e aprofundamento da Suíte no. 2 para Alaúde, de J. S. Bach, composta entre 1737 e 1741. Essa suíte chama a atenção em alguns motivos: um deles por se tratar de uma suíte incomum, de movimentos estranhos à uma suíte tradicional (Allemande, Courante, Sarabande e Gigue). Possui um movimento de introdução (Prelúdio), uma Fuga, uma Sarabande, e duas Gigues (sendo a segunda Gigue uma Double, dobrando as divisões rítmicas da primeira). Outro motivo é a presença de uma Fuga, movimento inexistente em nenhuma das outras Suítes do mesmo compositor.
O trabalho pretende fazer a comparação entre o manuscrito e as transcrições de Hans Dagobert Bruger, [[outra transcrição]] e [[outra transcrição]], em relação aos seguintes aspectos: soluções que os transcritores tiveram para as notas graves que não estão na tessitura do violão, oitavando parte da frase ou mesmo a frase inteira; presença ou ausência de ligados e ornamentação; impossibilidades técnicas do violão em relação ao alaúde; notas erradas, com diferentes ritmos ou alturas; relacionando com o contexto histórico e social da época.
Estou aceitando sugestões de tópicos a trabalhar nesta suíte, bem como transcrições para comparar. Todo comentário é bem vindo!
